A igreja que precisamos ser At. 4. 32-37.

28/05/2011 17:57
Introdução:
 
  Muito se fala sobre modelos de igreja. Se eu perguntar nessa noite que tipo de igreja é boa, muitas seriam as respostas. Para alguns, uma boa igreja é uma igreja onde o pastor é bom. Para outros, igreja boa é a que tem um bonito templo, uma bela propriedade. Para outros ainda, igreja boa é que tem muita gente. Para outros, igreja boa é a quem tem muitos jovens, que tem um belo ministério de louvor. Outros afirmam que igreja boa é a igreja que tem barulho – fogo puro – afirmam.
 
Assim, vão surgindo, a cada dia, novas igrejas. Todo mundo acha que tem a fórmula correta para uma igreja boa. Surgem igrejas de todos os tipos, algumas ficam até difíceis de serem chamadas de igreja, mas...
 

A Bíblia nos apresenta a igreja primitiva. A igreja formada por aqueles irmãos que mais estiveram perto do evento fundante da igreja: a vida de Cristo. Essa igreja deixou-nos pistas em sua forma de ser. Algumas dessas pistas estão no texto que nos serve de base nessa reflexão, senão vejamos:

 

1 – Havia unidade (“era um só o coração e a alma da multidão dos que criam”) à Nós vivemos em um mundo individualizado. Como o importante nos dias atuais é ter, a nossa única preocupação gira em torno de como fazer para ter. Assim, a preocupação com o outro é excluída. Na verdade só nos lembramos do outro se ele tiver algo que nos sirva. A Igreja precisa andar na contramão disso tudo. Andar de mãos dadas, unidade. Sonhar juntos, chorar juntos, guerrear juntos, vencer e vibrar juntos.

 

2 – Havia partilha (vers. 32, 34-37) à Quando lemos esses versículos, parece-nos algo impossível nos dias de hoje. Já foi dito que vivemos um processo individualista muito forte que nos impede de buscar saber a necessidade do outro. A igreja primitiva não permitia que ninguém fosse necessitado. Nós hoje, precisamos nos amar a tal ponto que sejamos capazes de compartilhar recursos financeiros, tempo, mão de obra. Mas deixe-me dizer algo: o texto fala claramente de partilha de bens. Isso mostra conversão genuína, pois se nos recordarmos do jovem rico, veremos que foi exatamente na liberalidade que ele desistiu de seguir Jesus.

 

3 – Havia poder espiritual (vers. 33) à Os apóstolos ainda estavam embebidos da experiência do Pentecostes. O poder do Espírito repousava sobre a cabeça deles, e por causa disso, “eles testemunhavam com grande poder a ressurreição do Senhor Jesus”. Nós precisamos de poder do Espírito. Não para nos acharmos melhor do que ninguém, não para ficarmos discutindo quem é mais espiritual, quem ouve mais o Senhor, que é mais crente. Mas porque nosso testemunho a respeito de Cristo só terá efeito, quando for feito cheio do poder do Espírito.

 

4 – Havia abundante graça (vers. 33) à Os cristãos da Igreja primitiva experimentavam a cada manhã, a Graça de Deus. John Wesley entende a Graça em três momentos: 1) A Graça preveniente, onde somos alcançados pelo amor de Deus, mesmo antes de crer. Ou seja, é Deus trabalhando em nós, até antes de nos darmos conta disso; 2) A Graça justificadora, é o sucesso da obra de Jesus na Cruz, onde somos perdoados, lavados, purificados, tornados justos, mediante a fé, a aceitação da obra vicária; 3) A Graça santificadora, operada pelo Espírito Santo, ela nos conduz a santidade, a uma busca incessante por uma vida santa, separada diante de Deus.

 

Eu ainda diria que termos diariamente experiências com a Graça de Deus ou na verdade com o Deus de Graça nos livra de sermos legalistas, de vivermos buscando falhas nas pessoas, acusando, apontando dedo, excluindo assim o amor que dissemos ser tão importantes.

 
Conclusão:
 
Qual o modelo de igreja que devemos ser? Uma igreja onde exista unidade, onde exista partilha, onde exista o poder do Espírito e onde exista abundante Graça.
 

Essa igreja será capaz de ganhar almas, essa igreja desfrutará de milagres, essa igreja será alegre, cantará hinos de vitória, essa igreja vai morar com Deus na Glória eternamente.

 
Eu quero ser esta igreja!
 

Deus nos abençoe,

Pr. Giovani Zainotte

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